As time goes by

Eu já iniciei uns dois blogs na minha vida. Mas sinceramente eu não acredito ter o dom da escrita. Assim, quando eu olhei para esses blogs e vi que eles estavam ficando uma porcaria, eu simplesmente acabei com eles. Espero que nesse blog, eu consiga me desapegar da minha vaidade, reconhecer que eu realmente não escrevo bem e continuar escrevendo. Mesmo sabendo que não está bom.

Estou dizendo isso tudo, porque ontem à noite, assistindo ao jogo do meu time (São Paulo EH OH!!!), vendo o time perder de 2 a 0 para o adversário, peguei o notebook e fiquei zapeando na Internet, já que o jogo não estava nada interessante (pelo menos, para os são-paulinos). Via de regra, quando eu faço isso, eu sempre visito esse blog aqui. Esse blog, que começou despretensioso como qualquer outro blog, é hoje um blog famoso. E eu sinto orgulho do autor dele, já que este é meu amigo já faz 17 anos…

Eu sempre invejei (não de maneira destrutiva, por favor) a capacidade de escrever do sujeito. Ele escreve tão bem, mas tão bem, que em uma prova de Língua Portuguesa no primeiro ano do colégio, sobre a interpretação de um livro de Paulo Coelho, ele fez questão de deixar claro ao professor, que não tinha lido o livro, mas que entendia a mensagem da história. E escreveu a respeito do livro, sem mesmo ter lido. O mais impressionante, é que minha nota foi menor que a dele. Com o detalhe irônico que eu tinha lido o livro. Mais de uma vez, inclusive.

Pois é. O cara escreve bem mesmo. E o blog dele, por acabar tornando-se uma referência no mundo dos blogs, ficou sofisticadíssimo. Hoje é cheio de coisinhas… Inclusive um sistema de busca. Como eu já disse alguns parágrafos acima, eu sou vaidoso. Minha vaidade inclusive me custou caro algumas vezes… Mas isso é história para outro post. E como sou vaidoso, eu resolvi procurar posts onde eu pudesse ter sido citado. Digite “Lelê” (meu apelido) na caixa de texto e mandei buscar.

Alguns posts apareceram, para deleite da minha vaidade. E como o blog é antigo, havia referências ao meu respeito desde 2002. Muita coisa passou na minha vida desde essa época. E muitos posts falavam de situações que eu estava vivendo naquela época. Mas alguns deles me emocionaram de forma especial. Esse aqui, esse outro aqui e em especial esse aqui.

O que me fez pensar, que mesmo um tanto quanto afastados (a vida faz isso com as pessoas) ainda somos próximos. Tanta coisa aconteceu nesses anos, mas nossa amizade não se abalou. Em alguns momentos, por divergências, decepções e posições diferentes a respeito de tanta coisa, a gente as vezes se estranhou.

Mas o fato é que, mesmo assim, me sinto confortável em saber que ele está lá. E que por mais diferentes que tenham sido os rumos das nossas vidas eu sei que sempre vou poder chamá-lo num momento difícil. E vice-versa.

Vinícius (com muito mais competência poética) dizia que perder alguns amores é difícil. Mas perder amigos é quase insuportável. E ele tinha razão.

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